#1: por mais que doa, mudar é, sim, uma melhoria. a gente só aprende sofrendo, mesmo. então que comece a temporada de aprendizado.
#2: tem gente que usa seus milhões de afazeres pra justificar preguiça. atarefado todo mundo é. sem essa de "blablablá, tou cansada". deal with it.
#3: "preocupado? não pense, faça. não chore, faça. não adianta, mesmo." créditos ao pedro, a fucking good friend.
sempre rola um post aleatório por aqui...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Amnésia contrária
Sei que já é tarde para dizer-te, mas serei direta e breve: sinto sua falta. Sinto uma enorme saudade e nostalgia quando penso nas palavras as quais trocamos. E hoje, em uma daquelas crises de abstinência por falta tua, procurei a última lembrança nossa que havia dentro da gaveta: sumira. Logo iniciou-se uma tragédia grega, onde o diálogo consistia, basicamente, em: "Cadê, cadê? Onde está? Quem pegou? Como poderá ter sido? Evaporou?!"
Então, continuei sozinha, claro. Eu e eu mesma, como sempre havia sido, mesmo quando você estava por perto. Perguntar-me não traria nossa lembrança de volta. Pior: não o traria de volta. Como sempre, pus-me a chorar. Não sei quanto tempo passei chorando, mas sei que foi o suficiente para me tirar todas as forças que tinha para seguir durante o dia. Resultado? Não havia. Não segui. Em algum momento, de tão cansada, adormeci. E agora estou aqui, de volta à realidade que tanto me machuca.
Em meus sonhos, você ainda é meu, saiba. Por isso acordar me é tão triste: sinto uma enorme vontade de tê-lo como há pouco, e então ponho-me a escrever-te cartas como esta. O irônico é: perder o ingresso de um filme ao qual assistimos juntos, não apaga a sua lembrança, por mais que eu o tivesse guardado para lembrá-lo. Porque você deixou marca mais forte: você deixou amor.
Então, continuei sozinha, claro. Eu e eu mesma, como sempre havia sido, mesmo quando você estava por perto. Perguntar-me não traria nossa lembrança de volta. Pior: não o traria de volta. Como sempre, pus-me a chorar. Não sei quanto tempo passei chorando, mas sei que foi o suficiente para me tirar todas as forças que tinha para seguir durante o dia. Resultado? Não havia. Não segui. Em algum momento, de tão cansada, adormeci. E agora estou aqui, de volta à realidade que tanto me machuca.
Em meus sonhos, você ainda é meu, saiba. Por isso acordar me é tão triste: sinto uma enorme vontade de tê-lo como há pouco, e então ponho-me a escrever-te cartas como esta. O irônico é: perder o ingresso de um filme ao qual assistimos juntos, não apaga a sua lembrança, por mais que eu o tivesse guardado para lembrá-lo. Porque você deixou marca mais forte: você deixou amor.
sábado, 26 de setembro de 2009
Silêncio
― Passei tanto tempo escondendo sentimentos para uma outra pessoa, que torná-los visíveis ficou impossível. ― assim disse, como forma de se desculpar por não conseguir ser clara.
― Certo, entendo, mas não quero mais vê-la sofrer assim, só. Saiba que pode me contar o que quiser. ― disse ele.
― Já sei. Mas é difícil! Acho que é apenas besteira, afinal.
― Nunca é besteira se te faz chorar.
― Mas parece.
― Você diz que é besteira para tentar justificar a dificuldade que encontra em se mostrar como realmente é. Mas não adianta, continuo querendo saber, porque sempre acho que talvez seja por minha causa.
― Mas não é, entenda. Sou eu e sempre fui ― mesmo que às vezes você ajude. É que me sinto vazia. Mas não importa, já disse. Não faz sentido dizer-te isto, porque um sentimento só faz sentido quando se sente.
― Certo, entendo, mas não quero mais vê-la sofrer assim, só. Saiba que pode me contar o que quiser. ― disse ele.
― Já sei. Mas é difícil! Acho que é apenas besteira, afinal.
― Nunca é besteira se te faz chorar.
― Mas parece.
― Você diz que é besteira para tentar justificar a dificuldade que encontra em se mostrar como realmente é. Mas não adianta, continuo querendo saber, porque sempre acho que talvez seja por minha causa.
― Mas não é, entenda. Sou eu e sempre fui ― mesmo que às vezes você ajude. É que me sinto vazia. Mas não importa, já disse. Não faz sentido dizer-te isto, porque um sentimento só faz sentido quando se sente.
domingo, 20 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Lista do 2 x 7
Palavras e verbos que deveriam constar no meu dicionário:
- desapego
- esquecer
- amar
- resistir
- acreditar
- ouvir
- relevar
Coisas as quais eu deveria ser:
- menos psicótica
- menos perfeccionista
- menos sarcástica
- menos orgulhosa
- menos ignorante
- mais paciente
- menos sincera
- desapego
- esquecer
- amar
- resistir
- acreditar
- ouvir
- relevar
Coisas as quais eu deveria ser:
- menos psicótica
- menos perfeccionista
- menos sarcástica
- menos orgulhosa
- menos ignorante
- mais paciente
- menos sincera
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Uma conclusão, um parágrafo
Se tudo perder seu doce, significa que teu olhar já não o é. Mas isto não ensinam na escola: é necessário já não ver graça alguma nas coisas para que se chegue a tal conclusão. Assim como é necessário viver para perceber que 1+1 nem sempre resulta em 2, e que ao contrário do que dizem, isso não muda coisa alguma em sua vida.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Despetalada de novo
Quem dita a hora de dar fim ao meio, senão eu mesmo? Vou-me embora e não faltam-me motivos para o fazer. Meu coração parece gritar quando penso em continuar. Então desde já, despeço-me. E não pense que não sei reconhecer o bem que me fazes: na verdade, me dói deixá-la assim, mas parte de mim ― e falo da maior parte de mim ―, quer voar. Saiba: esta terra já não é sólida o suficiente para manter-me sobre os pés. Procurarei outros cantos, rostos, ares.
Quando leres, Rosinha, o coração lhe arrancará o ar, eu sei. Mas lembre-se de que o coração me arranca o ar sempre que sinto que não estou no lugar certo. Tente entender e será melhor assim. Entenda, esqueça, ache agluém melhor que eu e case-se novamente. Faça de conta que morri, se quiser, mas não me impeça. Não vá atrás de mim. E para ter certeza de que não irás, quando receber esta carta, já estarei longe. Não lhe digo o quão longe, tampouco meu paradeiro, pois sei que assim, irias me procurar.
Não existe outro motivo para minha fuga, senão o sentimento que me invade a alma e me diz para fugir. E não há outra mulher que não seja você em minha vida, Rosinha, lembre-se disto. Sinto que devo-lhe explicações, mas nem eu as conheço, afinal, não passa de desejo, e desejo não se contesta, se realiza. Levo comigo todos os meus pertences, para que não tenhas lembranças de mim. Levo também a ansiedade de começar de novo, mas não porque sou egoísta, e sim porque gosto demais de ti e não continuarei a lhe enganar.
Seu, Cravo.
Quando leres, Rosinha, o coração lhe arrancará o ar, eu sei. Mas lembre-se de que o coração me arranca o ar sempre que sinto que não estou no lugar certo. Tente entender e será melhor assim. Entenda, esqueça, ache agluém melhor que eu e case-se novamente. Faça de conta que morri, se quiser, mas não me impeça. Não vá atrás de mim. E para ter certeza de que não irás, quando receber esta carta, já estarei longe. Não lhe digo o quão longe, tampouco meu paradeiro, pois sei que assim, irias me procurar.
Não existe outro motivo para minha fuga, senão o sentimento que me invade a alma e me diz para fugir. E não há outra mulher que não seja você em minha vida, Rosinha, lembre-se disto. Sinto que devo-lhe explicações, mas nem eu as conheço, afinal, não passa de desejo, e desejo não se contesta, se realiza. Levo comigo todos os meus pertences, para que não tenhas lembranças de mim. Levo também a ansiedade de começar de novo, mas não porque sou egoísta, e sim porque gosto demais de ti e não continuarei a lhe enganar.
Seu, Cravo.
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